quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Vale do Rio Doce “anunciou, hoje, a descoberta” das reservas


A Companhia Vale do Rio Doce anunciou hoje a descoberta das reservas estimadas em 400 milhões de toneladas de minério em uma única mina. A mina se localiza no municipio de Guanhaes , no Vale do Rio Doce mineiro. Os teores de ferro são superiores a 40%”, afirma o geólogo João Carlos Cavalcanti, sócio da GME4.

A ideia da Companhia é construir um mineroduto ligando a cidade a um porto que será instalado no Espírito Santo. Ainda não há estimativas do investimento necessário, mas há uma previsão de 20 a 40 mil empregos na região. As vagas de trabalho serão geradas na construção de um minerotudo, de um ramal ferroviário e nas usinas de concentração e de pelotização de minério.

João Carlos Cavalcanti, considerado considerado o geólogo mais rico do mundo, e atual sócio da GME4, revela que já estão sendo procurados por por grandes players mundiais do setor de mineração e siderurgia. Segundo ele, a ideia é vender 80% das reservas para sócios investidores, mantendo participação de 20%.

Para o analista de investimentos em mineração da corretora SLW, Pedro Galdi, quando esse ativo é interessante, o dono não tem nem trabalho. “É só levantar uma bandeirinha que aparece um interessado em comprar”, diz. Segundo Galdi, a crise afugentou muitos investimentos mas o pessoal já percebeu que o minério será necessário daqui a pouco.

Comissão de Educação e Cultura da Câmara aprova lei contra estudantes inadimplentes


A comissão de Educação e Cultura da Câmara acaba de aprovar o projeto de lei que preve o desligamento de alunos inadimplentes de escolas e universidas particulares. De acordo com a nova lei, o desligamento ocorrerá no final do semestre letivo, caso o aluno atrase as mensalidades por mais de 90 dias.

Estudantes e pais de alunos estão preocupados. Eles temem perder a oportunidade de concluir seus estudos devido a nova lei, criada pelo deputado deputado Átila Lira (PSB-PI). Já para o autor da lei, a mudança vai oferecer “uma garantia ou liberdade adicional” para as instituições de ensino tomarem providências concretas contra os inadimplentes.

A estudante de pedagogia, Patrícia Miranda de Freitas, de 23 anos, conta que enfrenta sérias dificuldades para pagar as mensalidades e teme que a faculdade onde estuda cancele sua matrícula. Para ela, as leis deveriam incentivar as pessoas a se buscarem conhecimento e não dificultar ainda mais o acesso dos alunos de baixa renda ao curso superior.

Para o presidente da Abmes (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior), Gabriel Mário Rodrigues, o prejuízo encarece o custo das instituições. Mas tranquiliza os estudantes, pois segundo ele, ninguém será desligado deliberadamente. "...As faculdades não desejam perdar alunos, por este motivo aceitam vários tipos de negociações...", diz.